Como foi o casting de O Agente Secreto

Moura estava entre os colaboradores já escolhidos. Parte do elenco passou por self-tape e teste presencial. O que as fontes confirmam.

Publicado em · por · Método editorial

Em 4 de novembro de 2025, a ELLE Brasil anunciava a estreia brasileira de O Agente Secreto para o dia 6 daquele mês. Antes de a primeira cena ser filmada, alguém precisou decidir quem estaria nela. As entrevistas publicadas mostram um casting em duas camadas: colaboradores que o diretor já queria no filme, entre eles Wagner Moura, e uma busca ampla pelo restante do elenco, com self-tape (teste gravado pelo próprio ator) e encontro presencial ou por vídeo.

Uma parceria que antecede o filme

Em entrevista à W Magazine, publicada em janeiro de 2026, Wagner Moura disse que conhecia Kleber Mendonça Filho havia cerca de vinte anos e que queria muito trabalhar com ele. O projeto, segundo o ator, levou dois a três anos para sair do papel. Ele também contou que a camisa e as sandálias do personagem lembraram o pai e a região de origem.

A ELLE Brasil, em entrevista feita em agosto de 2025, situa o início dessa relação num encontro em Cannes, em 2005, e relaciona a trajetória teatral de Moura às escolhas artísticas dele. A presença dele no filme se explica por um vínculo longo. As fontes consultadas não descrevem teste para Moura.

Um terço escolhido, o resto testado

Gabriel Domingues, responsável pelo casting, entrou no projeto cerca de seis meses antes das filmagens, conforme relato publicado pela MPA em março de 2026. Eram 65 personagens. Mais ou menos um terço do elenco era formado por colaboradores que a direção queria desde o início, incluindo Moura. Os demais atores passaram por teste.

Essa divisão importa para quem lê a história como guia. Dizer que "o elenco todo foi testado" seria falso, e dizer que "estava tudo decidido" também. O que a fonte descreve é um grupo definido de antemão e outro buscado.

Self-tape primeiro, presencial depois

Pelo mesmo relato, o processo seguia uma ordem. Primeiro vinha a self-tape. Quem avançava era chamado para uma etapa presencial em São Paulo ou por Zoom. Para o papel de Flávia, as candidatas leram o monólogo final do roteiro usado nas filmagens.

A Backstage, em fevereiro de 2026, traz outro ângulo. Domingues descreve a busca por uma mistura de regiões, sotaques e rostos que sustentasse o clima dos anos 1970 do filme. Parte do elenco nunca havia feito cinema. Laura Lufési, que interpreta Flávia, mandou uma self-tape cuja doçura, segundo o casting, chamou atenção. A matéria não detalha instruções dadas nos testes nem quantas tomadas cada ator gravou, então este texto também não preenche essa lacuna.

Depois da escolha, ensaio

A Backstage menciona ainda que Leonardo Lacca orientou atores em ensaios que Domingues descreve como confortáveis. A fonte não detalha o conteúdo desses ensaios. O que dá para afirmar é que a seleção não encerrou o trabalho: houve uma fase de preparação antes de a câmera rodar.

O que as fontes não dizem

Não há registro, nos textos consultados, de teste feito por Moura, de recusas específicas, de número de candidatos por papel ou de critério numérico de escolha. Também não há razão para tratar este caso como regra do mercado brasileiro: é a história de um filme, contada por quem esteve nela.

Uma lição, separada dos fatos

Isto é opinião deste texto, não relato das fontes. Se você for chamado para ler um trecho do roteiro final, como as candidatas a Flávia, trate o trecho como uma tarefa da personagem: ela quer algo de alguém naquele momento. Grave com o seu sotaque e a sua voz, em vez de apagá-los por reflexo. Para organizar uma gravação sozinho, o texto sobre rubricas em self-tape ajuda. Para outro caso brasileiro documentado, veja como Fernanda Torres chegou a Ainda Estou Aqui.

Sources